domingo, 7 de julho de 2013

DEZ PROFISSIONAIS EM ALTA NA ÁREA DE TI EM 2013




A quantidade de empresas que planeja contratar profissionais de tecnologia continua crescendo. É o que revela a pesquisa "Previsões para 2013", realizada pela COMPUTERWORLD nos Estados Unidos com 334 executivos de TI. Mais de um terço deles (33%) planeja aumentar seus quadros nos próximos 12 meses. 

Este é o terceiro ano consecutivo em que a percentagem de respondentes com planos de contratação aumentou acima de 29% no ano passado, 23% em 2010 e 20% em 2009. 

"Quando você olha para qualquer tendência de pesquisa ou de mercado, TI é sempre um dos dois primeiros ou três tópicos mencionados como ponto brilhante no mercado de trabalho, e é muito simples o porquê", diz John Reed, gerente-executivo sênior da empresa de recursos humanos Robert Half Technology. 

Segundo ele, é porque ela define os rumos da empresa, visto que melhora a produtividade e acelera a realização de melhores decisões de negócios. “Portanto, as empresas estão investindo nisso, e você tem de ter pessoas experientes nessa tarefa", avisa. 

É claro que os líderes não estão contratando tecnólogos indiscriminadamente. Eles buscam habilidades específicas para oferecer o que a empresa precisa para competir hoje. A seguir, as top 10 habilidades para 2013. 


1. Programação e desenvolvimento de aplicativos 

Este é o alvo no planejamento de 60% dos executivos que participaram da pesquisa nos próximos 12 meses. Eles vão contratar profissionais com essa habilidade. 

De acordo com Reed, as empresas adiaram projetos durante a recessão, mas agora estão à procura de pessoal para manter-se sudável e competitiva. "Tecnologia e software são ótimas maneiras para as empresas melhorarem a produtividade, reduzir custos e aprimorar presença na web", diz, acrescentando que as empresas terão funcionários para criar tecnologias com o objetivo de aprimorar processos. 

Esse é o caso da empresa Wells Fargo, de São Francisco, de acordo com Jason Griffin, vice-presidente e gerente de Tecnologia de Aquisição de Talentos. "Nossas necessidades são por profissionais qualificados para programação e desenvolvimento de aplicações", diz. "Estamos procurando para atender à necessidade do negócio e também investindo em novos produtos e em maneiras de fornecer produtos e serviços para atender aos clientes." Griffin, como os outros participantes, diz que está à procura de pessoas especificamente com experiência em Java, J2EE e. Net. 

2. Gerenciamento de projetos 

Planejam contratar nos próximos 12 meses profissionais com essas habilidades, 40% dos executivos. A necessidade contínua de gestão de projetos alinha-se com a necessidade permanente de programadores: ambas são respostas à demanda por novos negócios de aplicativos de que precisam as empresas para competir. 

"Mais projetos significam mais gerentes de projetos", diz Reed, observando que as empresas querem credenciais de experiência, tal como a designação Project Management Professional. 

Jamie Hamilton, vice-presidente de Engenharia de Software da Quicken Loans, diz que gerente de projetos está entre os cem novos cargos que sua empresa planeja adicionar à sua equipe de TI, composta por 800 profissionais. 

Hamilton afirma que a demanda por gerentes de projetos é forte, em parte porque os projetos são cada vez mais complexos como a conectividade entre as variadas aplicações. Os candidatos aprovados precisam ter experiência comprovada. "Três pontos são fundamentais para nós, e estão mais relacionados ao comportamento: se você é um líder, então tem de agir como um líder; você tem uma história a executar; e qual é o seu comportamento em torno de detalhes?" , diz Hamilton. 

3. Help Desk/Suporte Técnico 

Contratar profissional com essas habilidades é o plano de 35% dos executivos para os próximos 12 meses. Jack Wolf, vice-presidente e CIO do Montefiore Medical Center, em Nova York, diz que tem uma lista de iniciativas para desenvolver, incluindo implementações de sistemas de radiologia, e novas aplicações e registos de saúde eletrônicos. Para garantir o sucesso, ele está buscando pessoas para construírem e implementar os sistemas, e também profissionais de suporte técnico para ajudar os funcionários a usá-los. 

"Novos sistemas significa que você precisa de mais gente de help desk para lidar com o aumento de chamadas que esperamos", diz Wolf. 

4. Segurança 

É o plano de 27% dos executivos contratar profissionais de segurança da informação nos próximos 12 meses. A segurança tem sido uma preocupação dos líderes de TI, e a demanda por profissionais especializados nessa área está crescendo, em especial porque garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. 

Considere o caso da holandesa Royal Philips Electronics, que tem sede nos EUA. Cynthia Burkhardt, vice-presidente de Aquisição de Talentos, diz que a empresa está construindo seu departamento de TI de segurança internacional. Ela contratou um diretor de segurança da informação, que está sediado na Holanda, e está adicionando mais quatro executivos de segurança de TI - dois dos quais serão baseados nos EUA. Ela diz que a organização espera continuar a compor a equipe de segurança de TI de cima para baixo. 

Cynthia destaca que a Royal Philips quer profissionais de segurança de TI experientes. Procura por quem tem visão de negócios somada à experiência em implementação de firewalls, ferramentas de detecção de ameaças, tecnologia de criptografia e outros sistemas de segurança. 

5. Business Intelligence/Analytics 
Profissionais com essas habilidades estão nos planos de contratação de 26% dos executivos nos próximos 12 meses. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar toda a informação, uma tarefa desafiadora na avaliação de Jerry Luftman, diretor do Instituto Global para a Gestão de TI e líder da Sociedade para a Gestão da Informação. 

Os melhores candidatos têm conhecimento técnico e do negócio e em estatística e matemática - uma mistura incomum de habilidades, de acordo com Luftman. De fato, algumas empresas estão contratando estatísticos e ensinando a eles sobre tecnologia e negócios. 

Joe Fuller, CIO da Dominion Enterprises, empresa norte-americana de Marketing de Serviços, diz que tem antecipado a contratação de cientistas de dados ou analistas de dados, mas reconhece que no futuro será um desafio. 

"Estamos perdendo essa pessoa que pensa fora da caixa, que compreende a ligação entre esse comportamento agora e esse mesmo comportamento mais tarde", afirma Fuller. "Eu não sei quem procurar. Eu não posso imaginar encontrar essas habilidades em uma única pessoa." 

6. Nuvem/SaaS 

Está nos planos de 25% dos executivos a contratação de profissionais com essas habilidades nos próximos 12 meses. Fuller diz que a empresa também vai precisar de especialistas em computação em nuvem, além de seus dois centros de dados existentes. 

"Nós vamos precisar de um arquiteto em nuvem que saiba como alavancar os negócios, sem comprometer o orçamento", diz. "Nós vamos precisar saber onde devemos hospedá-la, como configurá-la, como negociar os contratos de níveis de serviços (SLAs), para ter certeza de que estamos devidamente apoiados." 

7. Virtualização 

No estudo, 24% dos executivos planejam contratar para essa modalidade nos próximos 12 meses. Jon A. Biskner, vice-presidente assistente de TI da Nicolet National Bank, ressalta que deseja criar uma posição de Administrador de Virtualização. 

"É difícil encontrar alguém que é totalmente qualificado em virtualização", diz Biskner. "Eles têm de entender os clusters de armazenamento e servidor por trás do virtual. Porque antes a conexão era física, agora é mais lógica." 

8. Networking 

Estão nos planos de 19% dos executivos participantes do estudo contratar profissionais com essa habilidade nos próximos 12 meses. Experiência de rede permanece perene no top 10 de habilidades mais procuradas, embora a demanda tenha caído 38% no levantamento de 2010 para 19% na pesquisa de 2013. Apesar disso, os líderes de TI dizem que ainda precisam de profissionais de rede com experiência sólida. 

No estudo da Robert Half Technology do terceiro trimestre, no Relatório de Contratação de Competências de TI, Administração de Rede foi o segundo conjunto de habilidades mais procurado, citado por 48% dos 1,4 mil CIOs pesquisados . Atrás apenas de gestão de banco de dados, que foi apontada por 55% dos entrevistados. 

9. Aplicações móveis e gerenciamento de dispositivos 

Está no planejamento de 19% dos executivos contratar para essas habilidades nos próximos 12 meses. À medida que consumidores e empresas expandem o uso de smartphones e tablets, os empregadores procuram profissionais que podem lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos, de acordo com a avalição de Motti Fine, diretor da TreeTop Technologies. Caso em questão: Kathy Junod, diretor sênior de TI da Auxilium Pharmaceuticals, planeja criar o cargo de gerente de mobilidade para juntar-se à sua equipe. Ela diz que precisa de um gestor experiente para supervisionar o desenvolvimento de aplicações móveis alinhadas às necessidades do negócio. 

10. Data Center 

Nos planos de 16% dos executivos está contratar para este segmento nos próximos 12 meses. Competências essenciais técnicas permanecem em alta demanda. Muitos executivos avaliam essa habilidade como muito importante.

Fonte : adsdepressao.blogspot

sábado, 22 de junho de 2013

Marketing 3.0

Trecho do livro do Kotler ...Marketing 3.0 , tem tudo a ver com o momento em que estamos vivendo


domingo, 9 de junho de 2013

OS NOVOS GESTORES DE TI SABEM O QUE FAZEM?

Saudações,

Pensei em manter o título do artigo anterior com um “parte 2” no final, mas, resolvi ser mais específico…dar nome aos bois!
As recém formadas consultorias de TI vem com o ingrediente a mais no quesito “problema”.
Aquele indivíduo, muito bonzinho, que tem ótimo relacionamento com as pessoas certas e no decorrer do período é promovido a gestor de TI.
Poderiamos achar isso ótimo, pois, a pessoa precisa galgar novos níveis dentro da corporação.
Só um pequeno detalhe:
Esse individuo não é, nem nunca foi técnico, não atuou em nenhum projeto específico de TI, sequer sabe o que “kernel” significa.
Existe possibilidade de que isso dê certo? Sim, com certeza. Desde que o individuo tenha boas conversas com sua equipe, pesquise, entenda os termos e afins da área.
Não precisa se tornar um especialista, mas, tem que ter respostas na ponta da língua, ou na pior das hipóteses, sempre envolver um de seus comandados nos assuntos, para que, possa se interar o máximo possível de determinado tema, pelo menos no que diz respeito à parte administrativa.
Conheço vários casos semelhantes ao citado acima que deram certo. Porém, nem tudo são flores e os finais não são tão felizes como nos filmes e novelas.
Existem aqueles que caíram de para-quedas. Vieram de outras áreas e agora comandam TI em suas corporações, ou simplesmente lideram seus grupos técnicos.
Se encaixam no perfil citado acima, mas, não têm o mesmo interesse em aprender o máximo possível para a tomada de decisões e o pior, se aproveitam do skill de determinado componente da equipe para passar uma falsa idéia de conhecimento.
Não vou aqui entrar no mérito do estrago que este individuo pode fazer no gerenciamento de um projeto…seria doloroso demais e este artigo se tornaria um tanto quanto deprimente.
Vamos nos ater a área operacional mesmo, destacando duas situações comuns onde esses gestores mostram seu real skill:
  • Uma solicitação chega ao gestor. Ele precisa da ajuda de um dos seus técnicos, pois, como era de se esperar, não faz a mínima idéia de como fazer. O técnico explica que, para fazer determinada tarefa é necessário que o gestor envolva determinadas pessoas com skill técnico específicos e conduza o tema de forma a resolver o assunto. No meio da explicação, o individuo já está perdido e pede ao funcionário que conduza o tema em seu lugar, pois, está “ocupado”. Isso porque, anotou em seu caderninho para sílaba, vírgula e respiração que o técnico disse. Quando seu comandado resolve o problema, ele é avisado que o caso foi encerrado e retorna para o solicitante com uma pérola…”resolvi seu problema”. Caso o técnico tivesse feito algo errado a resposta seria “ele não conseguiu resolver o caso”.
  • Nesta situação, o gestor que passar a falsa sensação de conhecimento do tema, estando presente em todo o período de análise e solução do caso. Obviamente é amparado por um de seus analistas técnicos em tempo integral, pega informações a todo momento, não para resolver o problema, mas, para ver de que forma pode passar o caso para outra equipe, pois, além de não saber nada do tema, procura se livrar logo do caso, pois, uma eventual falha no decorrer do tempo, pode lhe ser prejudicial. (Em alguns casos, até gestores de TI com vasto know-how agem assim).
Em determinados casos, um gestor atrapalhado pode até gerar custos desnecessários para a empresa.
Vejam como isso pode acontecer:
Há 4 anos atrás, um analista recebeu um email de notificação de um servidor com um dos discos danificados.
Entrando um pouquinho no campo técnico, este disco estava configurdo com arquitetura RAID1, ou seja, trabalha com um outro HD que o substitui em caso de falha.
O procedimento de troca é simples, rápido e não causa indisponibilidade, nem impacta no funcionamento do equipamento.
O gestor foi avisado do problema e resolveu “mostrar serviço”:
Reuniu 3 analistas, sendo, um para sistema operacional, um para backup e outro responsável pela aplicação que funcionava ali.
Avisamos que não era necessário nada disso, bastava um analista de suporte local acompanhar o técnico na troca do disco, mas, o gestor bateu o pé dizendo que todo cuidado era pouco e que queria se cercar de cuidados.
Depois de muito tentar fazê-lo entender o porque de não precisar disso tudo, resolvemos ceder e fazer o que nos fora mandado. Fomos em 3 pessoas para fazer um serviço que 1 poderia fazer sozinho.
Naquele dia, a entrega do disco novo atrasou e ficamos lá o dia inteiro esperando.
A empresa arcou com, horas extras em fim de semana para 3 analistas, combustível e alimentação sem a menor necessidade.
A área de TI precisa de gestores que saibam o que estão fazendo, tenham conhecimento (pelo menos básico) daquilo a que se comprometem a suportar e saibam como gerir uma equipe.
Sou partidário da idéia de que um bom gestor de TI é aquele profissional que vem galgando degraus dentro da própria TI e já chega à gestão sabendo como agir. Afinal, como posso garantir um belo pão, se a pessoa que está se propondo a fazer, até ontem era um mecânico?
Não estou aqui menosprezando esta ou aquela área de atuação. Só acho que ainda existem os profissionais certos, para a área certa.
Como já disse, alguns casos como este renderam frutos, pois, o profissional procurou se aprofundar no tema de tal forma, que hoje caminha com as próprias perna, sabendo usar de forma sábia o know-how de seu corpo técnico, além do que, sabe conduzir as mais diversas situações.
Um gestor de TI que não sabe o que faz se assemelha a um barco sem capitão, ou um avião sem piloto, por melhor que seja o nível técnico de sua equipe.
Fonte : tiespecialistas.com.br