quarta-feira, 10 de julho de 2013

As organizações também precisam de vitaminas



Um dos especialistas de maior reconhecimento em direção de empresas do mundo, Ichak Adizes, já disse que, por analogia, como os seres vivos precisam de vitaminas para estarem saudáveis, as organizações também precisam de vitaminas para funcionar. Se essas vitaminas não estão funcionando, a organização morre e não entendemos muito bem o porquê. Semelhante ao que acontecia com os marinheiros na época de Cristovão Colombo, quando padeciam de escorbuto.
Bastante comum no século XV, o escorbuto era uma doença de cura desconhecida e que atingia os marinheiros. Se um marinheiro adoecia, morria depois de um tempo sem que se soubesse a causa. Muito tempo depois, a ciência descobriu que o problema do escorbuto era muito fácil de resolver porque era provocado pela falta de vitamina C. O simples hábito de chupar limão teria sido suficiente para salvar muitos marinheiros.
A ideia de Adizes diz isso. Quero descrever agora quais são essas vitaminas e abordar, com um enfoque simples, alguns temas que se relacionam ao modo como as organizações funcionam para que se possa ver que muitos problemas têm soluções bastante fáceis.
A primeira vitamina para uma empresa seria a P, de Produzir. Toda organização precisa produzir algo e ter um propósito. Embora isso pareça ser muito óbvio, existe muita confusão a respeito. Se perguntarmos a alguém qual é o propósito de uma organização, essa pessoa certamente dirá que é ganhar dinheiro.
Essa confusão, segundo Adizes, é parecida com a confusão, em um jogo de futebol, entre o placar e o jogo em si. Se sou parte de um time de futebol, meu propósito é fazer gols, mais gols do que fazem em mim e, a partir daí, terei um resultado que se refletirá no placar. Mas muitas empresas mirando no placar, em vez de se dedicarem a tentar fazer gols, se perdem durante o jogo.
O propósito de uma organização deve ser satisfazer a necessidade de um cliente. Por isso, o propósito de uma farmácia não é ganhar dinheiro, porque as pessoas não vão à farmácia para que o farmacêutico ganhe dinheiro, mas porque sentem dor de cabeça e querem que o farmacêutico lhes dê algo que ajude; se isso fizer bem, ele ganhará dinheiro. A vitamina P é a que produz coisas, logo uma organização que tem vitamina P, faz muitas coisas.
Entretanto, só essa vitamina não basta. Faltam outras vitaminas, como a A, de Administrar, que orienta a eficiência.
A vitamina A permite desenvolver as atividades com uma quantidade mínima ou razoável de recursos. Administrar uma empresa, geralmente, está ligado ao controle de seus recursos. Aqui também costuma ter confusão, pois há uma tendência a pensar que quem administra bem uma empresa, também a dirige. Isso é um equívoco, muitas vezes um bom administrador está preocupado precisamente em controlar os recursos da companhia e não com a eficácia, o que pode se traduzir em certo descuido para com os clientes.
A próxima vitamina é a E, de Empreender. Entende-se por Empreender a capacidade de adaptar-se ao futuro, mas é, de fato, a capacidade de imaginar um futuro e arriscar-se para criá-lo, para construir esse futuro.
Por último, as empresas também precisam da vitamina I, de Integrar. O que essa vitamina proporciona é a capacidade de que uma empresa possa ser integrada, podendo, assim, dar continuidade ao trabalho de seus fundadores.
Uma companhia integrada funciona como um organismo orgânico e não como algo mecânico. Em uma organização mecânica, cada parte cumpre sua função perfeitamente e, enquanto isso acontecer, tudo funcionará bem. No entanto, se alguma parte falha, toda a estrutura desmorona – é como se cortasse uma perna de uma cadeira. Um organismo orgânico, em contrapartida, encontra a maneira de suprir as funções de uma de suas partes com outra quando alguma falha, e assim continuara viver. Isso acontece com o corpo humano. Se, por exemplo, o estômago começa a ter problemas, o esôfago pode cumprir suas funções para que a pessoa permaneça viva.
Em conjunto, todas as vitaminas permitem que uma empresa cresça forte e saudável. No entanto, se tivermos que dizer qual delas tem mais necessidade atualmente, diria que é vitamina E, de Empreender. É preciso se atrever a ter ideias e transformá-las em negócios e não se deixar vencer por dois problemas que essa vitamina pode apresentar.
O primeiro é que as boas ideias demoram pra crescer, nas palavras de Hugh MacLeod, “todas as boas ideias têm uma infância solitária”. Quanto mais original for uma ideia, mais chances ela terá de ser considerada louca. Recomendo uma mentalidade aberta, pois existem ideias que no princípio parece que não vão funcionar, mas é possível que funcionem muito bem.
O segundo problema é a vitamina A, que compete com a vitamina E. É lógico, porque o que a vitamina A, de administrar e controlar, quer fazer é seguir um programa, um regulamento, um código, e o que a vitamina E quer fazer é quebrá-lo, fazer tudo diferente, de modo que sempre se chocarão.
Assim como a vitamina E demora para crescer, a vitamina A cresce sozinha, e as pessoas que têm orientação para a administração tem muita vocação para serem precisos, embora possam estar precisamente equivocados. Por isso, proponho lutar pela vitamina E e tentar convencer às pessoas a se arriscarem, para que em vez de estarem precisamente equivocados, possam estar aproximadamente certos.
Fonte : profissionaisti.com.br 

O que faz de uma empresa melhor que as outras?


Quando uma empresa é criada, ela normalmente tem ao menos uma missão clara: fornecer algo ao mercado. E em torno desta ideia o empreendedor constrói a empresa. E coloca toda a sua energia mental e física para fazer isto acontecer.


Mas uma empresa só tem sucesso real se ela gerar riqueza. Muita riqueza. A cada ciclo de investimento tem que suceder um ciclo forte de geração de caixa, que retroalimenta o próximo ciclo de investimento


Quanto mais rápido esta ciclagem acontecer, mais rápido a empresa cresce. E mais difícil fica para a concorrência acompanhar. A velocidade é uma das mais poderosas barreiras de entrada que uma empresa pode desenvolver. Principalmente no mundo das mídias sociais, onde o peso gravitacional da quantidade de usuários existentes é o principal atrativo de novos usuários.

Criar uma empresa que gere caixa rapidamente é extremamente difícil. Na maior parte das vezes, isto é obtido muito mais por sorte do que por juízo. E muitas boas empresas morrem por insuficiência de capital em fases críticas do seu crescimento. Outras sobrevivem, mas perdem velocidade, e são atropeladas por seguidores com bolsos mais fundos...

No médio prazo, não é a melhor ideia que vence, nem o empreendedor mais brilhante. No médio prazo, quem vence é invariavelmente a melhor empresa. E qual é a melhor empresa? É aquela que tem (1) Produtividade maior que a dos seus concorrentes e (2) velocidade de Aprendizagem maior que a de seus concorrentes.

As duas forças estão inter-relacionadas. Se você tem alta produtividade, você gera caixa suficiente para girar o negócio e investir em aprendizagem (especialistas, sistemas, processos, benchmarking, cursos, viagens, livros, mentores). Se você tem alta velocidade de aprendizagem, você rapidamente converte novos conhecimentos em práticas e dá saltos na máquina produtiva.

Este processo é dinâmico e requer coragem de correr riscos. Muitas vezes o dinheiro investido em aquisição de aprendizagem não vai se pagar. Pessoas novas não vão trazer o que se espera delas. Sistemas novos vão encrencar. Processos novos vão se revelar inúteis. Cursos e viagens caras vão ser puro desperdício de tempo e dinheiro.

Nesses momentos é que entra em ação o terceiro componente: a Motivação. Não a do empreendedor. Esta é fácil... Mas a da organização. Esta é a mais difícil.

Criar uma organização que não esmoreça quando as coisas dão errado, que não se apegue ao status quo, que não se abale frente às iniciativas que se provam infrutíferas e que saiba mudar rápido de página, é muito difícil. Requer muita maturidade tanto do empreendedor quanto de seus líderes operacionais (e de seus investidores). Requer crença no processo. Requer tolerância ao risco. E, principalmente, requer energia, força, garra, para levantar, sacudir a poeira e tentar de novo, rápido.

Empresas assim não são criadas por acaso nem nascem prontas. Requerem inteligência e maturidade. São frutos de crença e ajustes finos constantes no modelo organizacional, que, como qualquer outro processo, requer motivação e aprendizagem para ganhar alta produtividade.

Fonte
Endeavor Brasi

domingo, 7 de julho de 2013

DEZ PROFISSIONAIS EM ALTA NA ÁREA DE TI EM 2013




A quantidade de empresas que planeja contratar profissionais de tecnologia continua crescendo. É o que revela a pesquisa "Previsões para 2013", realizada pela COMPUTERWORLD nos Estados Unidos com 334 executivos de TI. Mais de um terço deles (33%) planeja aumentar seus quadros nos próximos 12 meses. 

Este é o terceiro ano consecutivo em que a percentagem de respondentes com planos de contratação aumentou acima de 29% no ano passado, 23% em 2010 e 20% em 2009. 

"Quando você olha para qualquer tendência de pesquisa ou de mercado, TI é sempre um dos dois primeiros ou três tópicos mencionados como ponto brilhante no mercado de trabalho, e é muito simples o porquê", diz John Reed, gerente-executivo sênior da empresa de recursos humanos Robert Half Technology. 

Segundo ele, é porque ela define os rumos da empresa, visto que melhora a produtividade e acelera a realização de melhores decisões de negócios. “Portanto, as empresas estão investindo nisso, e você tem de ter pessoas experientes nessa tarefa", avisa. 

É claro que os líderes não estão contratando tecnólogos indiscriminadamente. Eles buscam habilidades específicas para oferecer o que a empresa precisa para competir hoje. A seguir, as top 10 habilidades para 2013. 


1. Programação e desenvolvimento de aplicativos 

Este é o alvo no planejamento de 60% dos executivos que participaram da pesquisa nos próximos 12 meses. Eles vão contratar profissionais com essa habilidade. 

De acordo com Reed, as empresas adiaram projetos durante a recessão, mas agora estão à procura de pessoal para manter-se sudável e competitiva. "Tecnologia e software são ótimas maneiras para as empresas melhorarem a produtividade, reduzir custos e aprimorar presença na web", diz, acrescentando que as empresas terão funcionários para criar tecnologias com o objetivo de aprimorar processos. 

Esse é o caso da empresa Wells Fargo, de São Francisco, de acordo com Jason Griffin, vice-presidente e gerente de Tecnologia de Aquisição de Talentos. "Nossas necessidades são por profissionais qualificados para programação e desenvolvimento de aplicações", diz. "Estamos procurando para atender à necessidade do negócio e também investindo em novos produtos e em maneiras de fornecer produtos e serviços para atender aos clientes." Griffin, como os outros participantes, diz que está à procura de pessoas especificamente com experiência em Java, J2EE e. Net. 

2. Gerenciamento de projetos 

Planejam contratar nos próximos 12 meses profissionais com essas habilidades, 40% dos executivos. A necessidade contínua de gestão de projetos alinha-se com a necessidade permanente de programadores: ambas são respostas à demanda por novos negócios de aplicativos de que precisam as empresas para competir. 

"Mais projetos significam mais gerentes de projetos", diz Reed, observando que as empresas querem credenciais de experiência, tal como a designação Project Management Professional. 

Jamie Hamilton, vice-presidente de Engenharia de Software da Quicken Loans, diz que gerente de projetos está entre os cem novos cargos que sua empresa planeja adicionar à sua equipe de TI, composta por 800 profissionais. 

Hamilton afirma que a demanda por gerentes de projetos é forte, em parte porque os projetos são cada vez mais complexos como a conectividade entre as variadas aplicações. Os candidatos aprovados precisam ter experiência comprovada. "Três pontos são fundamentais para nós, e estão mais relacionados ao comportamento: se você é um líder, então tem de agir como um líder; você tem uma história a executar; e qual é o seu comportamento em torno de detalhes?" , diz Hamilton. 

3. Help Desk/Suporte Técnico 

Contratar profissional com essas habilidades é o plano de 35% dos executivos para os próximos 12 meses. Jack Wolf, vice-presidente e CIO do Montefiore Medical Center, em Nova York, diz que tem uma lista de iniciativas para desenvolver, incluindo implementações de sistemas de radiologia, e novas aplicações e registos de saúde eletrônicos. Para garantir o sucesso, ele está buscando pessoas para construírem e implementar os sistemas, e também profissionais de suporte técnico para ajudar os funcionários a usá-los. 

"Novos sistemas significa que você precisa de mais gente de help desk para lidar com o aumento de chamadas que esperamos", diz Wolf. 

4. Segurança 

É o plano de 27% dos executivos contratar profissionais de segurança da informação nos próximos 12 meses. A segurança tem sido uma preocupação dos líderes de TI, e a demanda por profissionais especializados nessa área está crescendo, em especial porque garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. 

Considere o caso da holandesa Royal Philips Electronics, que tem sede nos EUA. Cynthia Burkhardt, vice-presidente de Aquisição de Talentos, diz que a empresa está construindo seu departamento de TI de segurança internacional. Ela contratou um diretor de segurança da informação, que está sediado na Holanda, e está adicionando mais quatro executivos de segurança de TI - dois dos quais serão baseados nos EUA. Ela diz que a organização espera continuar a compor a equipe de segurança de TI de cima para baixo. 

Cynthia destaca que a Royal Philips quer profissionais de segurança de TI experientes. Procura por quem tem visão de negócios somada à experiência em implementação de firewalls, ferramentas de detecção de ameaças, tecnologia de criptografia e outros sistemas de segurança. 

5. Business Intelligence/Analytics 
Profissionais com essas habilidades estão nos planos de contratação de 26% dos executivos nos próximos 12 meses. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar toda a informação, uma tarefa desafiadora na avaliação de Jerry Luftman, diretor do Instituto Global para a Gestão de TI e líder da Sociedade para a Gestão da Informação. 

Os melhores candidatos têm conhecimento técnico e do negócio e em estatística e matemática - uma mistura incomum de habilidades, de acordo com Luftman. De fato, algumas empresas estão contratando estatísticos e ensinando a eles sobre tecnologia e negócios. 

Joe Fuller, CIO da Dominion Enterprises, empresa norte-americana de Marketing de Serviços, diz que tem antecipado a contratação de cientistas de dados ou analistas de dados, mas reconhece que no futuro será um desafio. 

"Estamos perdendo essa pessoa que pensa fora da caixa, que compreende a ligação entre esse comportamento agora e esse mesmo comportamento mais tarde", afirma Fuller. "Eu não sei quem procurar. Eu não posso imaginar encontrar essas habilidades em uma única pessoa." 

6. Nuvem/SaaS 

Está nos planos de 25% dos executivos a contratação de profissionais com essas habilidades nos próximos 12 meses. Fuller diz que a empresa também vai precisar de especialistas em computação em nuvem, além de seus dois centros de dados existentes. 

"Nós vamos precisar de um arquiteto em nuvem que saiba como alavancar os negócios, sem comprometer o orçamento", diz. "Nós vamos precisar saber onde devemos hospedá-la, como configurá-la, como negociar os contratos de níveis de serviços (SLAs), para ter certeza de que estamos devidamente apoiados." 

7. Virtualização 

No estudo, 24% dos executivos planejam contratar para essa modalidade nos próximos 12 meses. Jon A. Biskner, vice-presidente assistente de TI da Nicolet National Bank, ressalta que deseja criar uma posição de Administrador de Virtualização. 

"É difícil encontrar alguém que é totalmente qualificado em virtualização", diz Biskner. "Eles têm de entender os clusters de armazenamento e servidor por trás do virtual. Porque antes a conexão era física, agora é mais lógica." 

8. Networking 

Estão nos planos de 19% dos executivos participantes do estudo contratar profissionais com essa habilidade nos próximos 12 meses. Experiência de rede permanece perene no top 10 de habilidades mais procuradas, embora a demanda tenha caído 38% no levantamento de 2010 para 19% na pesquisa de 2013. Apesar disso, os líderes de TI dizem que ainda precisam de profissionais de rede com experiência sólida. 

No estudo da Robert Half Technology do terceiro trimestre, no Relatório de Contratação de Competências de TI, Administração de Rede foi o segundo conjunto de habilidades mais procurado, citado por 48% dos 1,4 mil CIOs pesquisados . Atrás apenas de gestão de banco de dados, que foi apontada por 55% dos entrevistados. 

9. Aplicações móveis e gerenciamento de dispositivos 

Está no planejamento de 19% dos executivos contratar para essas habilidades nos próximos 12 meses. À medida que consumidores e empresas expandem o uso de smartphones e tablets, os empregadores procuram profissionais que podem lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos, de acordo com a avalição de Motti Fine, diretor da TreeTop Technologies. Caso em questão: Kathy Junod, diretor sênior de TI da Auxilium Pharmaceuticals, planeja criar o cargo de gerente de mobilidade para juntar-se à sua equipe. Ela diz que precisa de um gestor experiente para supervisionar o desenvolvimento de aplicações móveis alinhadas às necessidades do negócio. 

10. Data Center 

Nos planos de 16% dos executivos está contratar para este segmento nos próximos 12 meses. Competências essenciais técnicas permanecem em alta demanda. Muitos executivos avaliam essa habilidade como muito importante.

Fonte : adsdepressao.blogspot