terça-feira, 16 de julho de 2013

Paradoxo da segurança: gerenciar riscos ou regras?

Como equilibrar a tarefa de proteger a organização de acordo com as necessidades do negócio?

Nos últimos tempos, os departamentos de Tecnologia da Informação tem passado por um dilema considerável no que tange à segurança das redes que gerenciam:  seguir o famoso compliance (conjunto de regras e políticas que, neste caso, se aplicam à segurança virtual) ou fazer uma avaliação baseada nos riscos aos quais as organizações estão sujeitas hoje?
E é justamente neste ponto que encontramos uma série de empresas que reconhecem a existência de vulnerabilidades que suas políticas de segurança não cobrem – por falta de gestão ou atualização- mas engessam o usuário ou tornam algumas rotinas difíceis dentro da organização. Muitas vezes, dependendo da complexidade do ambiente e da empresa, um simples desbloqueio de um site pode levar meses para acontecer.
Mas será que os analistas de segurança deveriam estar realmente preocupados em cumprir o compliance para atender aos pedidos dos usuários, ou deveriam estar monitorando as ameaças ao negócio, que estão acontecendo neste exato momento?
A complexidade do ambiente computacional hoje e a sofisticação de ataques e exploração de vulnerabilidades exige que as empresas desenvolvam um programa maduro de gestão de riscos, para que consigam efetivamente gerenciar reais ameaças de segurança da informação.
De posse de controles bem desenhados e implementados, é possível equilibrar a tarefa de proteger a organização de acordo com as necessidades do negócio.  As regras e políticas deveriam ser resultado de uma gestão assertiva dos riscos de segurança da informação, e não o contrário. Muito menos os analistas de segurança deveriam se subordinar ao “pessoal do compliance”. Não é difícil vermos essa estrutura em várias empresas.
Caixa de Pandora
O conjunto de regras de segurança da informação se tornou uma “caixa de Pandora” nas organizações. Todos devem seguir, apesar de, às vezes, ninguém saber exatamente o que há lá dentro, nem porque é feito daquela forma. O problema desses ambientes, extremamente atrelados a questões regulatórias, somente, é que facilmente perde-se o foco. O que deveria ser uma análise crítica de riscos torna-se um procedimento de aplicação de regras já estabelecidas. Mas quem está observando quais são os cuidados que a empresa está tomando em relação à vulnerabilidade descoberta na semana passada?
Na verdade, o olhar sobre a segurança da informação tem mudado substancialmente nas últimas décadas. Cada vez mais a preocupação está em torno dos riscos. Infelizmente, as organizações não estão seguindo o mesmo ritmo. O famoso compliance já mudou de uma lista de controles que precisam ser implementados (numa abordagem clássica) para um procedimento que inclui uma avaliação crítica de riscos para a implementação dos controles apropriados, de acordo com o nível do risco.
E é nessa abordagem que têm surgido as plataformas mais recentes de segurança. Sistemas mais robustos de segurança trabalham com a avaliação do risco em tempo real, e a análise das vulnerabilidades versus o ambiente de rede da organização passa por uma varredura constante na busca de brechas na segurança que podem realmente expor o negócio de forma crítica. É claro que o compliance existe, mas o foco, nesses casos, não é somente seguir as regras.

(*) Newton Monteiro é country manager da FireMon


(http://cio.uol.com.br/gestao/2013/07/15/pradoxo-da-seguranca-gerenciar-riscos-ou-regras)
Newton Monteiro (*)
Publicada em 15 de julho de 2013 às 08h15

8 dicas para lidar com gente difícil porém necessária




Caro leitor, caso você não seja uma pessoa difícil, ou se eventualmente possa afirmar que nunca lidou com uma no ambiente de trabalho, tenha a seguinte certeza: um dia terá de enfrentá-la. Esse ser complicado e de temperamento complexo
surgirá na pessoa do seu chefe, do seu colaborador, sócio ou parceiro de negócios. Não há como escapar.


Você deseja trabalhar com pessoas inteligentíssimas, muito eficientes ou extremamente criativas, que no final das contas contribuem muito para a sua conta bancária? Pois é, ninguém é perfeito, e esse tipo de gente traz lá o seu ônus.

Contudo, cientes de que isso não é tão simples assim, destacamos abaixo algumas dicas que certamente trarão a sua contribuição. Vamos lá:

1. Antes de tudo saiba distinguir personalidades complexas e temperamentos difíceis, chatos e impertinentes. O segundo caso merece o mínimo de tolerância;

2. Tenha paciência e estabeleça diálogos construtivos com isenção de posicionamento, respeito diante de argumentações discordantes e colocações bem estruturadas. Isso tende a disciplinar relações intelectualmente agudas;

3. Não se engane, em alguns casos você terá de ceder. Aprenda a fazer isso com o mínimo de prejuízo;

4. Não insista em discussões acaloradas, que rodam em círculo. Caia fora enquanto há tempo, e retome o assunto em uma nova oportunidade, preferencialmente com exemplos concretos e argumentos ainda mais contundentes;

5. Não aceite provocações infantis;

6. Saiba apaziguar ânimos em momentos de grande tensão. Faça cair a temperatura dos debates, para que a razão e o bom senso volte a imperar;

7. Esteja sempre preparado com uma boa estrutura de argumentos, exemplos concretos e tudo aquilo que ajude a mensurar suas colocações

Por último, saiba respeitar o interlocutor, sem permitir ser atropelado, e sempre atento para identificar se o difícil não é você mesmo.


FONTE: Saia do lugar

6 dicas para mitigar riscos em contratações estratégicas




 Por mais tecnologia que se aplique, por melhores métodos que se empenhe, não há empreendimentos sem pessoas. Não há gestão sem uma direção qualificada, e não existe estratégia empregada sem bons pensadores e executores.
Em resumo, sem pessoas a sua empresa não existe. Ao menos por enquanto, mesmo nos casos nos quais equipes muito enxutas conduzem as operações (negócios pequenos na web, por exemplo), ainda assim o peso destes poucos e bons é extremamente relevante. Você conhece algum aplicativo modelado e concebido sem empenho de algum ser humano no processo? A resposta é não. 

 Sendo isto uma verdade, que nos traz uma realidade abrangente interna e externamente (fornecedores), efetivar contratações qualificadas, sejam elas de funcionários, parceiros ou até associados, torna-se uma das atividades de maior risco para a solidez e o bom desempenho do seu negócio. 
Neste contexto, alguns cuidados são essenciais: 

 1. Faça uma análise de aderência cruzando perfis profissionais e de comportamento com as atividades que serão desempenhadas. Um profissional desprovido de senso de organização não pode cuidar das suas finanças; 

 2. Procure sempre trazer pessoas com o máximo de qualificação, entendendo que este conceito é amplo e não pode se resumir à formação acadêmica. De nada valem dezenas de títulos sem uma real capacidade de execução; 

 3. Conte com um contrato detalhado, claro, transparente em sua expressão e que aborde o máximo de situações previsíveis, estabelecendo com precisão direitos, vínculos e responsabilidades; 

 4. Você pode até se permitir trabalhar com profissionais difíceis, mas evite os volúveis. Os extremos da bipolaridade profissional nestes casos podem ser desastrosos. Com os difíceis, alguma calibragem, ajustes e algumas boas e francas conversas podem resolver (desde que em troca a toda essa paciência e dedicação venham alto desempenho e soluções brilhantes); 

5. Descarte os “espertinhos”, extremamente vaidosos, imaturos. Quanto aos desonestos, encerre a conversa de cara. Por fim é importante que saiba lidar com as imperfeições. É a única garantia moral para que as nossas próprias sejam toleradas com o mesmo empenho.

Fonte:http://www.pbrasilnet.com.br/