segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O futuro da TI nunca pareceu tão promissor

Do ponto de vista técnico, o conceito de cloud computing parece consolidado. O tema está no radar faz tempo. Mas o que podemos esperar?























Hoje a cloud computing é vista como uma perturbação da ordem estabelecida, mas um dia - que não está muito longe - ela vai representar status quo. Como será ele?
Aqui estão algumas tendências que podemos esperar:

1 - Escalas enormes
Todos os sistemas serão projetados para processar quantidades gigantescas de dados. Cada aplicativo será elástico, para responder às mudança de fluxo nas correntes de bytes. Quando sistemas forem desenhados, ninguém perguntará sobre capacidade, porque partirão do pressuposto de que a capacidade poderá ser infinita. Portanto, os esforços de design vão presumir isso, não importa quantos dados uma aplicação possa estar gerenciando ou quantas máquinas virtuais a topologia do programa possa conter, ele deverá ser capaz de expandir para suportar mais. Em essência, podemos presumir que sistemas serão projetados para um mundo da “ilusão da infinita capacidade”.

2 - A Internet das coisas será realidade
O CTO da Cisco previu que, em um futuro próximo, um trilhão de dispositivos estarão ligados à internet. Há muitas pessoas que preveem que estamos entrando na era pós-PC.Significa que além dos aparelhos com os quais os humanos vão interagir da forma tradicional, como os smartphones, tablets, etc, estaremos cercados por um número muito maior de dispositivos de propósito específico, dedicados a execução de determinadas funções, que se comunicarão com programas centralizados rodando na nuvem, e que por sua vez irão interagir com algo que nós,  ou alguém usando nosso proxy, vai achar valioso.
Por exemplo, não vamos precisar olhar para o nosso relógio para saber a nossa pressão sanguínea. O relógio vai medir a pressão e enviá-la para o sistema de monitoramento, que vai gerar um alerta para o profissional de saúde, baseando-se em uma experiência médica e nas especificidades da nossa saúde individual. Usaremos cada vez mais dispositivos como este relógio, equipados com sensores, e ubíquos, a ponto de sequer prestarmos atenção a eles, a menos que haja necessidade.

Não é fácil entender como isso vai acontecer. Mesmo os trabalhadores dessa indústria, que deveriam entender a dinâmica do processo, subestimam constantemente o que vai acontecer. Uma década atrás, em um debate com o CEO de uma empresa de chips análogos que equipava o protótipo de um refrigerador inteligente, ele chegou a afirmar que, no futuro, o refrigerador teria uma interface na qual você poderia fazer sua lista de compras baseado em diferentes níveis de observação dos alimentos armazenados. Duvidei de que que a caixa de leite poderia determinar que estaria com nível baixo e então contatar o refrigerador para adicionar leite à lista. Ele respondeu que essa funcionalidade sairia muito caro, na época, para uma caixa de leite. Uma resposta que levava em conta suas tradicionais suposições sobre custo/funcionalidade para a discussão, em vez de extrapolar a tendência que, efetivamente, hoje se impõe.
Em retrospecto, é claro que ele estava subestimando como as coisas aconteceram. Na verdade, é claro que eu estava subestimando as coisas. Hoje é claro que a caixa de leite vai conversar com o aplicativo da lista de compras in-cloud e essa app iria contatar o mercado selecionado para organizar seu pedido semanal de caixas de leite. É por isso que a internet das coisas vai resultar em “aplicativos” muito além do que podemos imaginar.

3 - O custo dos componentes de TI cairá vertiginosamente

Não me refiro a chips ou drives de disco. Falo de cada elo da corrente de fornecedores de TI. Sistemas operacionais, middleware, softwares serão muito mais baratos. Se não, eles serão substituídos por programas open source gratuitos.
Por que posso prever tal coisa? É óbvio: se você vai prever a escala antes, os componentes individuais vão baixar de preço. Hoje, escuto muitas pessoas opinando que vendedores de software “não permitiriam” a mudança para a nuvem para reduzir seus preços ou lucratividade. Tenho novidade para os que compartilham essa opinião: Os fornecedores não têm escolha. Se os atuais fornecedores resistirem à tendência, novos participantes com preço amigável irão substituí-los.

Paradoxalmente, os gastos totais em TI aumentarão muito. Em certos setores de cloud computing há muita discussão sobre o Paradoxo de Jevon, que afirma que redução de custos de um bem ou serviço,em vez de reduzir gastos totais, na verdade, os aumenta. O crescimento terá como motor o fato de que as funcionalidades em TI insuflam as ofertas de negócio atuais. Toda nova oferta de negócios contém TI, portanto, o aumento de todas as iniciativas vai aumentar o investimento em TI. A diferença entre essa situação e as circunstâncias atuais é que o setor de TI não será uma função de apoio à função do escritório, mas pré-requisito para lidar com clientes. A Tecnologia da Informação vai atingir seu tão desejado papel de parceira de unidades de negócios.

4 - TI reestruturará a TI
O lado ruim de ser parceiro de negócios está no negócio. O surgimento de novos provedores de nuvem públicas gerarou um benchmark de comparação para a oferta de serviços feita epla equipe interna de TI. Não ser capaz de oferecer transparência comparável aos serviços comerciais, facilmente contratados, será o beijo da morte.
Na decisão da estratégia de implementação o custo será um entre muitos fatores, incluindo privacidade, requerimentos como largura e latência de banda para os aplicativos, etc, que podem determinar se o aplicativo é implementado interna ou externamente. A suposição de que a decisão padrão de implementação seja a interna, se tornou uma fantasia. CIOs espertos vão reconhecer que seu papel é gerenciar a infraestrutura, não possuindo equipamentos. Já os menos informados vão ser ultrapassados pelos próprios  usuários. O que já começa a acontecer.

Junto com essa tendência de contratação na cloud direto pelas áreas de negócio, o maior desafio que as organizações de TI encontrarão no caminho para a era pós-cloud é o suporte aos sistemas legados. Eles representam uma enorme habilidade de TI para se alinhar com as demandas de usuários do negócio. No mundo pós-nuvem não será suficiente gerenciar aplicativos legados com o menor gasto possível. Mesmo com esse investimento, esses aplicativos carregam um alto custo de estrutura e manutenção. Custo esse muito mais alto que as ofertas de cloud disponíveis. Nesse cenário, a equipe de TI terá que ser muito mais agressiva e pró-ativa para fazer todas as coisas necessárias. Todo CIO precisa avaliar os sistemas atuais e montaram um plano para reduzir o custo, incluindo entre as opções a migração para um SaaS equivalente ou a terceirização de operações para um provedor mais barato.

5 - PaaS será o local onde estar
Muitas pessoas pensam da computação em nuvem como máquinas virtuais sob demanda. A indústria está se movendo rapidamente para além disso. Os desenvolvedores de aplicativos perdem seu tempo quando têm de contratar arquitetos para implementar escalabilidade e elasticidade. A infraestrutura deve lidar com isso, liberando os desenvolvedores de aplicativos para focar na funcionalidade do negócio, não no encanamento. O caminho para isso é a adoção do modelo de Plataforma-como-serviço (PaaS).
No pós-nuvem o departamento de TI dependerá muito de PaaS, usando uma organização interna ou externa para gerenciar a funcionalidade básica e a infraestrutura. Será talvez a única forma de gerenciá-los da maneira mais eficiente e de baixo custo sem abrir mão de proporcionar um ambiente aumente a produtividade dos desenvolvedores de aplicativos.

6 - Haverá escassez de bons desenvolvedores de aplicativos
O Paradoxo de Jevon significa uma explosão de demanda em TI. Em particular, uma demanda de criadores de aplicativos. Pessoas que saberão como construir ofertas de negócios integrando múltiplos aplicativos em um novo, implementando chamadas para APIs de serviços exterenos que terão uma demanda muito alta. Mesmo o surgimento do PaaS - paradoxalmente - aumentará a demanda por desenvolvedores de aplicativos.

Fonte: CIO

Trocar a plataforma de e-commerce exige cuidado

A troca de plataforma de e-commerce é uma decisão que exige planejamento

Uma tarefa muito difícil no momento de montar a loja virtual é definir a plataforma de e-commerce. Nem sempre o novo lojista tem um plano de negócios bem elaborado e não faz ideia das dimensões do novo negócio. Como escolher a plataforma de e-commerce adequada sem ter ideia da capacidade de venda?
Realmente não é uma tarefa fácil, mais difícil ainda é trocar a plataforma de e-commerce depois que a loja está vendendo. É quase como você tentar passar de um carro para o outro, em pleno movimento. É muito comum os lojistas começarem com uma ferramenta menor, sem flexibilidade e mais barata. No decorrer do negócio percebe-se que poderia vender muito mais se tivesse uma plataforma melhor, e, nesse momento, chega a hora da troca da plataforma de e-commerce.
Quando se inicia o processo de troca, é praticamente como se estivesse começando do zero, sendo necessárioplanejamento, pessoas especializadas e muito esforço. A verdade é que não existe troca de plataforma de e-commerce sem trauma.
Veja os pontos críticos deste processo:

Gerenciar o projeto

Um dos pontos mais críticos de todo o processo, pois a troca da plataforma significa começar de novo, exigindo o gerenciamento como um novo projeto. É necessário entender quais as atividades e seus responsáveis, lembrando que sempre são várias empresas envolvidas.

Migrar dados dos produtos

É, geralmente, um passo extenso e delicado, pois muito provavelmente os dados que estão na antigaplataforma não seguem o mesmo modelo para o cadastro da ferramenta nova. Neste momento será feito o trabalho de re–cadastro, análise das imagens e adequação do conteúdo.

Migrar dados dos pedidos

Quase nunca é possível, muitas vezes devido às diferenças nos modelos entre as plataformas. Porém, se o lojista tiver um ERP integrado, esse problema é minimizado.

Integração com a nova loja

Demanda tempo e dinheiro. Muitas vezes o lojista inicia a implantação de um ERP adequado ao negócio, fazendo assim com que a troca da plataforma se transforme ainda mais em um projeto complexo.

Trabalhar a equipe

Aprender a lidar com os dados na nova ferramenta não é uma tarefa simples. Toda mudança gera um desconforto e aumento de trabalho.

Acesso do cliente a essa nova loja

Ele precisa ser comunicado da mudança para minimizar o risco de estranhar sua primeira visita e não realizar a compra.

SEO – Search Engine Optmization

Dependendo da tecnologia da nova plataforma de e-commerce, será necessário começar do zero. Isso mesmo, tudo que estava feito na ferramenta anterior poderá se perder. É claro que com uma boa plataforma e com uma integração bem trabalhada, rapidamente será possível recuperar e melhorar.

Alinhamento de expectativas

O lojista virtual não imagina todo o trabalho que terá e se depara com todas as dificuldades citadas acima e, ainda, pode passar por um período de queda no faturamento, mesmo com consciência de que a novaferramenta de e-commerce trará mais lucro a médio e longo prazo.
Na maioria dos casos em que as empresas querem manter ou acelerar seu crescimento, trocar para uma nova plataforma não é uma opção. Portanto, o ideal é fazer uma escolha assertiva desde o início de sua operação decomércio eletrônico para não ter que passar pelo trauma da troca.
E você já passou por alguma experiência de troca de plataforma de e-commerce? deixe seu comentário.
Fonte: CIO

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

10 aplicativos para melhorar a rotina de trabalho



Aproveitar a tecnologia para facilitar as atividades diárias é uma das maiores armas dos empreendedores nos dias de hoje. Combater a falta de tempo e até mesmo o excesso de informações se tornou mais simples através dos muitos aplicativos (apps) criados nos últimos tempos.

Esses aplicativos auxiliam nas tarefas relacionadas ao gerenciamento de seu negócio.
Um smartphone é capaz de concentrar todos os recursos necessários para a rotina do empreendedor: agenda de contatos, calendário com lembretes, bloco de notas para ideias, apresentações, videoconferência, gerenciador de e-mails e mais uma infinidade de soluções.
Os apps abaixo são ideais para facilitar o dia a dia de trabalho de micros e pequenas empresas e as deixar mais competitivas.Inspirado pelo levantamento de aplicativos do UOL, que ouviu nove especialistas e empreendedores de diferentes áreas, o Dinheirama resolveu aproveitar as indicações e somar com mais algumas sugestões do Conrado Navarro (@Navarro).

99Taxis

O 99Taxis é ideal para empreendedores que sempre viajam a trabalho, ou ainda para quem opta pelo transporte de taxis nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Através de geolocalização, o aplicativo chama o táxi mais perto de você.
“Funciona muito. É mais rápido e seguro do que esperar um táxi na rua”, diz Thays Aldrighe, consultora de comunicação e sócia da Sonne Branding, empresa de gerenciamento de marcas.

12Calc

Mais uma boa dica para quem trabalha no setor financeiro é o aplicativo 12Calc. Basicamente, o aplicativo é a simulação da calculadora financeira HP 12c, ou seja, com ele você soluciona diversos problemas financeiros rapidamente pelo seu smartphone.

XE Currency

Aplicativo para cotações de moedas de todo o mundo a poucos “toques” na tela de seu smartphone.
“Uso diariamente. Atualmente trabalho com quatro moedas e é uma ferramenta essencial antes de fazer pagamentos, saques e investimentos”, declara Fernando Rodovalho, diretor e sócio da Hawk International, empresa de comércio exterior.

Feedly

O Feedly é uma boa dica do Conrado. O app transforma todo conteúdo de seus sites preferidos em uma coletânea interativa de textos, imagens e vídeos. Sobretudo, ele é capaz de juntar RSS, canais do YouTube, blogs, podcasts, Tumblr e tantas outras fontes de informação. Aproveite e assine o feed do Dinheirama.

Grubster

O Grubster é outro bom aplicativo para quem tem reuniões frequentes com clientes. Ele permite fazer reservas em restaurantes que estão próximos de você. O usuário paga uma taxa de R$ 10 por reserva e ganha 30% de desconto no valor da conta. São cerca de 400 restaurantes cadastrados em várias capitais do Brasil.
“Ele me permite achar os restaurantes à minha volta e posso levar potenciais clientes da minha startup em lugares bons e com economia de 30%”, diz Gustavo Marques , fundador da LiveBiz, produtora de plataformas musicais digitais.

Bloomberg

Quem acompanha o mercado financeiro sabe que Bloomberg é o canal de notícias mais importante do mundo. O aplicativo transmite bem o que é o canal: completo. Além de poder ler as principais notícias da hora, você também tem acesso a diversas informações de ações em tempo real.
Ideal para quem precisa tomar decisões rapidamente sobre seus investimentos. Outra boa dica do Conrado.

Waze

Um GPS que, além de exibir mapas e rotas, permite que o usuário tenha acesso a caminhos alternativos indicados por outras pessoas para fugir do trânsito.
“Tenho por hábito consultar o trânsito a caminho de reuniões ou do aeroporto, e o Waze é um excelente aplicativo para isso”, diz Davis Genuíno, sócio da DGSA Sociedade de Advogados.

LinkedIn

A rede social LinkedIn é uma excelente plataforma para gerenciamento de contatos.  Mais do que tudo, é por lá que profissionais podem levantar discussões e marcar reuniões com seus colegas. O aplicativo não tem todas as funcionalidades do site, mas se torna item indispensável para seu smartphone.

Remember the Milk

Excelente aplicativo para listas de tarefas. “Dá para criar listas para tarefas pessoais e do trabalho. É fácil de usar e bem organizado. Com ele, levo minhas tarefas para qualquer lugar e nunca esqueço o mais importante”, declara Marisa Peraro, fundadora da Pró-Corpo Estética.

Dinheirama Online

Por fim, um aplicativo da casa. O aplicativo do Dinheirama Online, nosso software de controle financeiro pessoal, é outra ferramenta indispensável para aqueles que querem organização em seu orçamento. Você pode fazer o download do app para iOS (baixe por aqui) ou para Android (use este link).
Ricardo Pereira (@RicardoPereira) também já abordou esse tema no início de fevereiro. Ele listou os aplicativos favoritos do Dinheirama para seu smartphone – um artigo bastante interessante para aqueles que estão em busca de novos apps.
Em março, com a realização do South by Southwest (SXSW), eu publiquei um artigo sobre os aplicativos mais inovadores do festival. Nele estão listados alguns apps que têm grande potencial de utilidade e, claro, popularização.
Fonte: UOL. Foto de freedigitalphotos.net.